30 de out de 2012

Bullying, burrice, e pena

Oiie
Tudo bom?

Se você ainda não conhece o caso de Amanda Todd você está um pouco atrasado, assista o vídeo abaixo:
     Não! Não vim defender ela, não vim dizer que estou com pena, que ela não merecia nada disso... ela foi burra essa é a única e inevitável verdade.

Sem sentido, mente e livros

   Oiie
   Tudo bom com vocês?
   Eu vou indo

    Já perceberam que as minhas imagens não fazem nenhum sentido com as postagens né? Pois é, antes eu costumava procurar imagens que tivesse haver com o conteúdo, mas eu gostei desse estilo, apesar de eu ter de deixar de ser tão... preto e branco. O que as pessoas que vem o blog pensam?
    Louca, do mal u.u. Anti-Cristo e.e
    Hahahaha ok, exagerei no anti-cristo, ou não '-'. Ou talvez elas não pensem nada, de qualquer forma, eu gosto de coisas sem sentidos, imagens com frases que não tenham o mínimo nexo com a postagem, eu gostei desse estilo adotado!
     As pessoas são meio loucas, todas são. Elas mudam tão facilmente, eu mudei muito de uns tempos pra cá, mais do que eu esperava. Mesmo assim eu mantive minha essência, apesar de ter pessoas que perdem ela, se transformam por completo. Eu tenho medo disso. Medo que as pessoas mudem completamente, a mente é algo tão instável;

18 de out de 2012

Simple Plan, músicas e HSN-san

Oiie
Tudo bom?
Eu... não vou bem
Mas... whatever
   Ontem eu assisti um show do Simple Plan na Multishow, e nossa, é nessas horas que você vê que uma banda se descobre pelo show! Eles são muito legais, carismáticos, simpáticos e o Pierre (vocalista) aprendeu a falar várias coisas em português, é tão bacana ver que ele ao menos tenta se comunicar com os fãs eu amo isso!
     You all the stars tonight - Pierre
    Além disso, eu não sei como  mas eles tocaram todas as músicas que eu mais gosto deles! Foi incrível e demais, eu quase me senti no show! Parecia uma retardada pulando e cantando na sala, eles são a banda e depois de ver o show deles, além do meu carinho e admiração, eles ganharam meu respeito!
    Simplesmente a-m-e-i!!!!

história sem nome-san Capítulo 24


Capítulo 24

Zumbi

        Eu tremia. Isso é tudo que eu vou te dar. Eu tinha medo, Mel ainda me abraçava, John parecia pensativo.
         – Eu? O centro da terra?
         Acenei trêmula.
         Rafaela parecia a ponto de ter um ataque.
         – Ai droga, é tudo culpa minha, eu exerci muita força, queria ver se ela se lembrava de alguma coisa, mas... Ai desculpa, eu...
         – Tudo bem – disse balançando a cabeça lentamente – você fez bem. Mas eu estou cansada – e agora me dirigindo a John disse – posso ir para casa?
         Ele sorriu, se agachou e me deu um beijo na testa, seus lábios eram quentes, ou eu que estava demasiado gelada.
         – Você deve ir para casa. Mel pode acompanha-la?
         Mel acenou, e ainda abraçada a mim, se levantou e seguimos para minha casa. Na calçada, do outro lado da rua, o meu novo vizinho, o garoto que me chamara de estranha estava sentado, encostado a um canto, lia um livro que eu não identifiquei o título. Ao ouvir os barulhos de passos levantou os olhos distraídos,  deu uma olhada na Mel, sem real interesse e depois seus olhos pousaram em mim demoradamente.
        Ele se levantou, se aproximou com cautela, parecia com receio de chegar perto de mim.
        – Ela está bem? Precisa de ajuda? – perguntou ele para Mel, com as sobrancelhas erguidas. Por que ele falava como se eu não pudesse ouvir?
         Mel sorriu, agradeceu a oferta, mas fez que não. Ela sabia que para mim, o melhor agora seria ficar o mais sozinha possível e tentar explicar o que havia acontecido comigo seria um pouco complicado, definitivamente ele não entenderia.
         Ele deu mais uma rápida olhada para mim, como se eu fosse alguma espécie de bicho ao qual ele tinha medo de se aproximar. Ok, esse garoto estava me dando raiva!
          Entrei e fui direto ao banheiro, Mel foi preparar algo para eu comer enquanto eu ia tomar banho. Me olhei no espelho e notei o porque da reação estranha daquela garoto, eu não só estava pálida como papel, eu também estava meio arroxeada como se toda a cor tivesse sido drenada de mim, até mesmo o branco! Eu tinha olheiras, como se não dormisse a dias, e minha mão sangrava muito, além de eu ter alguns cortes no rosto. Lembrei-me da dor que senti e me deixei deslizar até o chão do aposento, poderia ser confundida facilmente com um zumbi com aquela aparência, me perguntava se alguma hora eu voltaria ao normal.
        Tomei banho o mais demoradamente que pude, coloquei uma bata preta e um jeans cinza assim como uma pequena sapatilha da mesma cor. Me olhei no espelho, do meu cabelo escorria água fazendo pequena gotas na minha bata. Minha pele tinha ganhado um pouco de cor, pelo menos eu não estava mais arroxeada, na minha mão já não havia sangue, apena uma cicatriz completamente fechada. E os cortes do meu rosto também tinham se fechado .
         Desci e me deparei com uma mesa cheia. Haviam alguns sanduíches, com tudo que você pode imaginar, suco, refrigerante, brigadeiro ainda mole e quente em um copo com morangos mergulhados. Mel havia pegado tudo que melhor que havia em casa e feito um verdadeiro banquete.
         – Assim você vai me mal acostumar. Não é porque eu pareço um zumbi que preciso de tudo isso!
         Mel riu, mas ainda parecia preocupada, minha olheiras tinham dado uma leve suavizada, mas eu me sentia como se tivesse corrido uma maratona e minha voz saia fraca e falhando algumas vezes. É, eu tinha a levíssima impressão de que agora em diante as coisas começariam a pegar fogo, e que eu estaria de alguma forma no meio de tudo isso!
        Comi tudo que pude, sem me preocupar em engordar, tomei dois grandes copos de suco e um de água e fui me deitar. Ainda eram 15:30 da tarde, mas eu precisava dormir.
         – É melhor ir para casa agora Mel-chan, eu vou ficar bem – prometi.
     – Tem certeza? Posso ficar aqui até sua irmã chegar!
     – Não! Por favor, vá pra casa...
     Eu não sabia exatamente o porque, mas eu sentia necessidade de ficar sozinha. Fechei minha porta e minha janela, tranquei ambas. Assim que deitei dormi imediatamente, sem sonhos ou pesadelos, sem nada além do cansaço.
      

História sem nome-san Capítulo 23


Capítulo 23

O centro do mundo me manda uma mensagem

     O dia seguinte chegou! Eu me arrastei até a escola, Thomas tinha faltado, Okami disse que seu irmão queria sair comigo, dar uma volta e eu marquei para o fim de semana, quando não teria treino, ainda era terça, mas eu estava realmente entusiasmada para ver o Sanji, fazia tanto tempo que ele se fora para aquela guerra...
       Estavam acontecendo tantas coisas ao mesmo tempo, eu me perguntava se seria capaz de lidar com todas. Eu? Que tinha dificuldade de lidar com Pitágoras? É... a resposta era óbvia, não!
       Encontrei com a Rafaela na escola, ela estava na minha sala, era uma garota bem legal, animada, brincalhona, mas havia algo de muito obscuro nela, e eu me atrevia a dizer que havia muito mais idade naqueles 15 anos. Ela sabia tudo que os professores passavam, não ficava exibindo seu conhecimento, mas anotava tudo e um pouco mais, além de ser a primeira a responder as perguntas. Se para ser forte eu precisava ser tão inteligente quanto ela, eu estava ferrada!
        A manhã se foi e eu me despedi de Okami, avisei a Nídia que não iria mais embora com ela, mas ela não se magoou, seguiu seu caminho, assim eu, Mel e Rafaela seguimos até o monte onde John nos esperava deitado na grama, ok, ele era realmente lindo! Seus cabelos loiros desbotados e despenteados dançavam no chão e suas mãos brincavam inocentemente com um dente de leão, cada vez que o vento soprava um pouco do leão voava por aí.
        Ele levantou ajeitando a camiseta e sorrindo, jogou no chão o que restava do dente de leão e nos cumprimentou.
        O treino foi ainda pior, como começar a treinar pelo corpo não havia dado certo no primeiro dia, Rafaela tentou partir para o lado psíquico, sentei na grama, passava minha mão nervosamente por ela, enquanto Rafaela me encarava, aquilo me deixava tensa, seus olhos eram penetrantes, ela me disse umas palavras que eu não entendi, talvez fosse latim, ou talvez fosse japonês, mas eu estivesse entretida demais em me preocupar e pouco entretida em me concentrar no que ela falava.
      Só sei que do nada uma dor atingiu meu cérebro, não havia vozes, não havia Rafaela, John ou Mel, apenas o vazio, alguém segurava minha mão, mas isso era impossível porque eu estava deitada, sozinha, no escuro, com as mãos na cabeça, torcendo para a dor passar, eu via pessoas, meus pais, minha irmã, meus amigos e monstros que eu imaginava como meus inimigos, todos eles apenas caminhavam, eu via os trens... Ah! Os trens! Iam e vinham apressados, qual deles eu devia pegar? Acho que nunca descobriria.
       Estava conseguindo controlar melhor a dor, ou ela apenas estava passando, eu não saberia dizer, me levantei e comecei a reparar mais nas pessoas e monstros que passavam, nenhum tinha um rumo, iam e voltavam, sumiam naquela escuridão, todos me ignoravam, havia bem no fundo uma luz, era a primeira vez que reparei nela, brilhava com intensidade, eu não entendia como não me cegava, mas incrivelmente eu consegui me aproximar, na verdade aquela luz vinha de um pequeno cubo dourado, tinha coisas escritas, mas eu não conseguia ler. Eu o toquei e ele bateu na minha mão, como se repreendesse meu gesto.
      Aquilo não era... não podia ser... o centro do mundo? O cisto na minha cabeça era aquele cubo?!  Tentei pega-lo na mão, mas ele me queimou, soltei-o de imediato, minhas mãos ainda brilhavam, doía, era uma dor angustiante, caí no chão, lágrimas involuntárias, escorreram pelo meu rosto, minha mão queimava, muito, a dor na minha cabeça aumentou, é como se meu corpo estivesse se desfazendo de dentro para fora, eu jurei que iria morrer, eu cheguei a querer morrer, a morte acabaria com aquela dor, certo? Isso era tudo que importava.
       Abri os olhos, mesmo sem perceber que os havia fechado, havia uma grama gelada abaixo de mim, e um sol quente acima, Rafaela estava segurando forte nas minhas mãos, mas sua expressão deixava claro que ela havia sentido ao menos um pouco da dor que eu senti, nossas mãos soavam, Mel tinha as mãos pousadas sobre meus ombros e John me olhava com preocupação.
        – O que você viu? – Rafaela foi a primeira a cortar o silêncio.
        – Tudo escuro, pessoas que eu conheço, pessoas que eu imagino, trens, um cubo, o centro do mundo... dor, muita, muita, dor. Eu não quero mais sentir essa dor, nunca, nunca mais – eu tremia, não acho que minhas frases faziam algum sentido, mas não precisavam.
         Mel me abraçou, mesmo eu estando suada, não havia vestígio de que eu houvesse chorado, isso era bom.
         – Você estava normal, até que começou a gritar, começou a implorar que lhe matassem, implorou para a dor parar, eu estava tão preocupada!
         Minhas mãos se soltaram das de Rafaela para eu poder abraçar Mel, meus movimentos eram lentos, como se eu estivesse reaprendendo a viver sem a dor. Mas antes que minhas mãos atingissem o objetivo, John as pegou com cuidado, mas com uma pressa um pouco incômoda. Mel se afastou de imediato e, em poucos segundos, todos estavam olhando minha mão. Não entendi o porquê até me aproximar, minha mão tinha sangue seco, como se ela tivesse sangrado muito a algumas horas atrás, também haviam cicatrizes semifechadas,  mas o pior de tudo é que não eram cicatrizes aleatórias, naqueles traços irregulares se lia nitidamente em meio ao sangue.
          Isso é tudo que eu vou te dar

História sem nome-san Capítulo 22


Capítulo 22

Treinamento

      Cheguei a colina, as palavras de Thomas ainda pesavam na minha mente, vi Mel, John e uma garota que eu desconhecia indo em minha direção, Mel disse algo sobre me ajudar a treinar e treinar a si mesma, e John  disse algo sobre começar pelo físico, a outra garota ficou calada, mas eu não me aguentei, precisava perguntar aquilo.
       – John, você conhece um Thomas DeLonge? 
       John ficou com uma ar sério, respirou fundo e olhou para o chão.
       – Podemos treinar primeiro? – perguntou ele com uma voz cansada, meio triste.
       Acenei, e ele se virou para a menina que eu não conhecia, devia ter a minha idade, era no máximo um ano mais velha. Tinha os cabelos compridos e vermelhos, os olhos eram rosados, num tom que nunca tinha visto antes, ela era muito bonita, vestia um vestido simples e branco, de mangas longas e tecido fino.
       – Flávia, quero que conheça a Rafaela Winchester, uma amiga minha, que morava já aqui no Japão, pedi que ela se mudasse para cá e ela atendeu ao pedido. A partir de agora ela vai treiná-la com a ajuda da minha filha Mel. – disse John.
        – Mas, não era você que iria me treinar? – perguntei confusa, mas me senti mal por ter ignorado a garota e voltei atrás com a palavra – quero dizer, prazer em conhecê-la Rafaela-san, perdoe minha falta de educação eu só...
         – Tudo bem! – disse Rafaela com um sorriso no rosto apertando minha mão.
         Era quase assustador, apesar de toda a expressão e o sorriso e mesmo as palavras gentis e legais, Rafaela emanava um poder sobre-humano, era quase o mesmo poder que sentia em John, um pouco menor apenas.
         – Eu vou ser mais para frente, quero dizer, eu não sou muito bom em controlar meu poder, e não quero machuca-la, Rafaela é uma feiticeira assim como a Nina e a Rosaline, e feiticeiros são conhecidos por serem ótimos treinadores por poderem mexer com vários tipos de magia. Minha filha também quer ficar forte, então vai treinar junto. E caso esteja se perguntando por que não escolhi nem a Rosaline, nem a Nina para treina-la é porque a Rafa tem em especial habilidades psíquicas que podem te ajudar a acordar o poder adormecido em você.
         – Será um prazer ajudar! – comentou Rafaela.
         O treinamento começou, pensei que iria ser fácil, mas a Rafaela era exigente, logo no início fez o chão começar a tremer, eu e Mel não conseguíamos nos manter de pé, mas Rafaela e John pareciam nem sentir o chão tremendo. Ela disse que isso iria treinar meu equilíbrio e concentração o que era fundamental se eu quisesse ser forte.
         Já estava ralada de tanto cair, Mel estava conseguindo se equilibrar um pouco já, mas eu não demonstrava muito progresso. Pensei na concentração na qual ela falara, fixei  em apenas um ponto, ela avisou, o chão começou a tremer e em menos de dois segundos eu já estava ao chão.

         Deixamos esse treinamento de lado e fomos desenvolver outras coisas, ela começou a criar ilusões, fazendo minha mente se forçar a raciocinar mais rápido, não que eu tenha tido algum progresso.
         
         A tarde já ia embora, e eu estava morta de cansaço, Rafaela foi a primeira a ir embora, John e Mel ficaram esperando minha irmã que prometera vir me buscar. Não muito tempo depois surgiu no horizonte quatro sombras, lá estava minha irmã, com Hayato, Carolina e Yumi, eles traziam milk shakes na mãe e minha irmã trazia um extra para mim.
         Me despedi e segui com eles, o caminho foi tranquilo sem nada demais, mesmo que eu não quisesse reparava demais no Hayato, mas ele só tinha olhos para minha irmã e ela só tinha olhos para ele, eles formavam um casal realmente fofo.
          – Mas a Yumi que está bem na fita – disse Hayato rindo quando está vamos chegando perto do meu bairro.
           – Por que? – perguntamos juntos.
           – Hayato! – Yumi parecia brava, mas antes que ela pudesse falar qualquer coisa, Hayato prosseguiu.
           – O nosso professor está dando mole para a senhorita “melhor aluna da sala” aqui – disse rindo.
           – Não é nada disso! – Yumi se defendeu – ele apenas aprecia alguém que tira boas notas e não fica badernando na sala igual a você Hayato!
        Eu comecei a rir, mas senti algo batendo no meu ombro, meu coração acelerou, eu fiquei pálida, tinha medo de quem pudesse ser, e logo todos perceberam que eu estava tensa, me virei apressada e vi um garoto. Nada de monstro, nada de criatura maligna, nem um garoto mal querendo me sequestrar, ele tinha o rosto com uma expressão neutra, trazia na mão uma caixa que parecia pesada, seus cabelos eram escuros e seus olhos pretos.
        – Ah, desculpe – ele me disse – pode me dar licença?
        Eu estava próxima a uma parede, e a passagem mais prática para ele seria se eu saísse da frente, mas eu ainda estava um pouco em choque, imóvel, sequer falei com ele, o garoto me olhou de um modo estranho, eu ainda devia estar pálida, ergueu as sobrancelhas e me contornou, dizendo bem baixo.
         – Menina estranha...
         Mal percebi e já estava em casa, pelo visto o garoto estava de mudança para a casa em frente a minha, ótimo! Agora meu vizinho me acha estranha e nem fomos apresentados ainda. A banda ensaiou um pouco, mas quando anoiteceu cada um foi para sua casa e minha irmã disse que faria uma torta para dar as boas vindas aos novos vizinhos. Se bem que pra mim isso só acontecia nos filmes.
         – Amanhã vou entrega-la, hoje já está tarde, quer vir comigo? Eu espero você voltar do treino.
         Treino... na hora eu me lembrei do Thomas e...
         – Ah! Droga! Esqueci de perguntar sobre o Thomas para o John! Mas bem, ah! – disse tentando manter o foco na pergunta da minha irmã – sim claro, eu vou.
         Tomei um banho rápido e fui me deitar, estava morrendo de cansaço, olhei para o pingente que eu estava usando, ele não andava funcionando bem, e eu já estava pensando em chamar aquela ninfa para me ajudar a recuperar as memórias, mas será que eu realmente queria elas de volta? A resposta sempre era sim! Mas mesmo assim resolvi deixar quieto por aquela noite, e fui me deitar sem ter nenhum pesadelo, ou mesmo algum sonho.
 Yes I do! '-'

História sem nome-san Capítulo 21


Capítulo 21

Confusos

      Cheguei na escola atrasada no dia seguinte, Nina veio a mim que nem um louca, disse que passara em casa e me chamara, mas eu não respondi, eu a acalmei dizendo que havia perdido a hora, o que não era mentira. Não consegui ver mais nenhuma de minhas amigas e rumei diretamente para sala.
       Ao me sentar encontrei ao meu lado uma radiante Okami me cumprimentando.
       – O que houve Okami-chan – sussurrei para que a professora Dalva, uma mulher baixinha e carrancuda cujo os olhos pareciam botões e nos dava aula de inglês, não pudesse nos ouvir.
       – Meu Nii-chan voltou! – ela não aguentou e falou num tom mais alto, mas por sorte a professora não nos ouviu.
        Antes que eu pudesse dizer algo, Thomas se intrometeu no meio da conversa, derrubou uma aluna de sua carteira e se sentou ao lado de Okami, parecia indignado com algo, e então me lembrei de quando vi ele e o Sanji conversando na portaria da escola, mas não pude contar a Okami porque ele me ameaçou, lembrar daquilo me dava arrepios.
         – Como assim voltou!?
         – Senhor DeLonge, senhorita Sawada e senhorita Leto, entendo que queiram conversar, mas por favor poderiam fazer isso na hora do intervalo? E senhor DeLonge – ao olhos de Dalva fuzilavam Thomas – você não faz lição, falta quando bem entende, e agora quer sentar onde bem entender derrubando uma colega da carteira? Por favor retire-se da sala, imediatamente!
       Thomas obedeceu, parecendo pouco interessado nisso, eu e Okami nos calamos pelo resto das aulas, mas vez ou outra trocávamos olhares significativos.
       O intervalo chegou e ambas fomos de encontro a Thomas. Mas antes que Okami pudesse falar algo eu a interrompi.
        – Primeiro, poderia dizer por que sumiu da escola ontem?
        Thomas não parecia interessado em conversar sobre isso, algo parecia estar incomodando muito ele, me olhou meio irritado, eu odiava isso nele, ele sempre estava tão cheio de mistérios, era irritante, nunca me contava nada!
         – Porque ao contrário de você, eu tenho um mestre que quando me chama eu tenho que ir, fazer coisas das quais não gosto e nenhuma delas é boa, e antes que venha com mais perguntas idiotas ele me contata pelo pensamentos, uma magia estranho que eu não conheço. Sobre o porque de eu ter acessos de tosse, sem comentários!
         – Por que ficou tão indignado do meu irmão ter voltado? Como o conhece se ele esteva todo esse tempo em uma guerra? – perguntou Okami.
         – Guerra? – Thomas riu com expressão de deboche – Claro, o valente e corajoso Sanji, me poupe...
         E dizendo isso saiu, tentamos procura-lo mais ele sumiu.
        As outras aulas se arrastaram, Thomas não tinha ido embora da escola, pois ainda estava na sala, mas se sentou afastado na classe e nunca nos olhava. Tentei lhe passar um bilhete, mas ele apenas amassou um papel e o arremessou longe.
        – Francamente – disse Okami na saída, enquanto passávamos pelo corredor lotado – acho que Hime tem razão sobre esse cara, ele não presta! Viu como ele debochou do Nii-chan na maior cara de pau?
        Antes que eu pudesse responder, senti algo me puxando pelo braço, era Thomas, tinha em seu rosto uma expressão mais sutil, mas ainda séria. Okami parou ao meu lado, encarando com cara feia Thomas.
         – Tem como eu falar com você sem essa daí ficar me fuzilando com os olhos? – perguntou irritado Thomas olhando para Okami.
        – Não! De jeito nenhum eu vou deixar você sozinho com a... – começou Okami.
        – Okami-chan – eu a interrompi, entendia seu ponto de vista, devia ser difícil, mas definitivamente Thomas não era esse tipo de pessoa – tudo bem, eu sei me cuidar, pode ir, se cuida.
        Dando de ombros, mas ainda contrariada, Okami se despediu de mim e se afastou.
        – Você disse que eu vivo te escondendo as coisas e bem, você tem razão, mas hoje estou disposto a responder as perguntas que puder, venha comigo, talvez a sorveteria ou sei lá, você escolhe, daí eu te conto o que quiser saber – disse Thomas soltando meu pulso.
         Como o corredor estava esvaziando começamos a andar em direção à saída. Não queria recusar seu convite, eu tinha tantas e tantas perguntas, mas simplesmente não podia, tinha marcado com John.
         – Eu adoraria! Mas... Podemos mudara data? Ou passar para mais tarde, porque agora eu tenho algo a fazer...
         – Hum? – Thomas pareceu confuso – O que?
         – Eu vou passar a treinar para poder controlar parte do poder do centro do mundo e assim me defender sozinha.
         – Eu disse que te protegeria – disse Thomas, ainda sem entender.
         – Eu sei! Mas não quero depender de ninguém entende? Quero poder me proteger sozinha. E o John foi tão fofo comig...
         – Quem? Não me diga que foi um anjo caído chamado John?
         – Mas que diabos? – agora eu estava confusa – você conhece todo mundo?
         – Não vá! Eu não confio nele, nem você devia, na verdade eu o odeio. Não importa se quer ficar mais forte ou não, ele não é confiável!
         Eu comecei a ficar realmente nervosa, aquela atitude do Thomas estava me deixando louca.
         – Primeiro o Sanji, agora o John, será que você tem algo contra todos os meus amigos?
         – Eu tenho algo contra pessoas que acabaram com a minha vida! Mas está bem vá, se divirta com o Sanji, com o John, afinal, eles não são rancorosos, bravos, estressados, ou te escondem as coisas como eu não é?  Talvez você esteja certa, talvez eles sejam melhores amigos para você do que eu sou!
         – T-Tom espera! – disse ao ver ele indo embora – Eu nunca disse isso, eu não...
         Mas ele já havia sumido na primeira curva.