18 de out de 2012

História sem nome-san Capítulo 6


Capitulo 6

Sangue de unicórnio

       Não havia contado para nenhuma das minhas amigas sobre o incidente do garoto, como se já não bastasse eu estar apavorada, não queria preocupa-las sobre isso, afinal era só eu não ficar sozinha e tudo ficaria bem... Certo?
      Minha terceira aula era vaga, sentei-me a um canto da sala e juntei minha carteira com a da Okami, para que pudéssemos conversar, ela estava aflita, e na aula vaga, me disse o porquê.
      – Sabe isso? – disse ela me apontando um frasco que trazia na mão, era pequeno e continha um líquido espesso e vermelho bem clarinho, quase branco. – Sangue de unicórnio – ela continuou – usado em poções para a vida eterna. Meu pai continua preocupado e com uma sensação ruim, ainda tem o que a Daniela viu, eu estou muito preocupada!
      – Mas o unicórnio não pode simplesmente ter se ferido e derramado o sangue dele por ai? – disse para não admitir que algo muito estranho estava acontecendo!
      ­– Bem, digamos que unicórnios simplesmente não se machucam e sangram por ai, eles tem poder de sura imediato, só morrem quando retirada sua cabeça, além do mais, seu sangue fica quase branco ao chegar perto de seu chifre, ou seja, esse sangue veio da cabeça dele, onde fica o chifre. Se o sangue geralmente é usado para a poção da imortalidade, o chifre é usado em um veneno muito poderoso, seu cheiro, seu gosto, seu toque, qualquer um eu tiver qualquer contato com aquele veneno morre imediatamente!
      Engoli em seco, não sabia mais o que dizer, minha cabeça girava em pensamentos confusos, eu estava com medo. Muito medo!
       – Tem algo que possamos fazer? – foi a única coisa que consegui dizer, queria de algum modo parar aquilo.
     – Bem se estiver disposta a entrar comigo na floresta próxima ao rio que corta a cidade, podemos tentar espantar os unicórnios que vivem ali, quando acuados eles ficam alertas por um bom tempo, e é bem difícil matar um unicórnio alerta. Mas acho que é a única coisa que podemos fazer. Podemos ir na semana que vem já.
      – Eu topo!
      Como a Nina havia faltado, pedi que a Mel me acompanhasse para casa, já que ficar sozinha era ultima coisa que queria, ela também se ofereceu para levar o cachorro sem-nome para o veterinário e de lá, encaminhá-lo para um espaço de adoção. Aceitei sem pensar duas vezes, nada contra o pobre animal, mas ele me lembrava o garoto de ontem, tudo o que eu menos queria.
       – Você está realmente bem? – perguntou Mel pela milésima vez.
       – Estou. – eu só respondia isso, não que eu realmente estivesse bem, mas que queria parecer bem, por isso me forcei um sorriso.
       Mel sabia muito bem quando eu estava mentindo, e fingiu se satisfazer com a resposta, mas antes de levar o cachorro, acrescentou:
       – Se precisar de qualquer coisa, liga que eu venho voando! – e sorrindo brincalhona acrescentou – literalmente.
      Minha irmã iria dormir na casa da Yumi aquela noite, e me lembrava sempre de que eu não devia sair de casa sozinha! Em hipótese alguma!
       – Eu não queria ter de dormir fora, mas precisamos nos reunir para compor a melodia da nova musica que fizemos, então eu vou lá, tchau! Se cuida! –
       – Tudo bem, vai lá, tchau! – me despedia da minha irmã como se estivesse tudo bem, mas não! Nada estava bem! Eu estava apavorada!
       Fiquei assistindo anime para distrair a cabeça. Quando deu pouco mais de sete horas da noite ouvi batidas na porta.
       – Quem é? – perguntei com meu coração na mão.
       – Sou eu, sei que deve estar morrendo de medo de mim, mas eu não mordo. Só queria saber como o cachorro está, não abra a porta. – a ultima frase havia soado mais como uma ordem do que como um pedido, o que fez meus joelhos tremerem.
       Reconheci a voz na hora! Era o garoto de ontem, “Por que justo hoje, justo hoje!?”. Com as pernas tremendo me encostei-me à porta, não ia abri-la de jeito nenhum!
       – Ele está bem – disse com dificuldade – minha amiga o levou para o veterinário e depois para um centro de adoção.
       – Que bom – comentou ele simplesmente. – obrigada, tchau!
       Antes que ele pudesse ir embora senti algo bater na porta, pensei que estivesse fazendo força para entrar portanto gritei. Mas ouvi tossidos e o barulho vinha de baixo. Não podia deixa-lo doente do lado de fora da porta, além do mais estava muito frio, e ele não parecia ameaçador.
     Abri a porta só um pouquinho para ver se ele realmente estava caído, e estava. Ao ouvir a porta abrindo me olhou quase que com censura, parecia bravo.
      – Idiota! Eu disse para não abrir a porta! – ele gritava comigo, parecia que queria falar algo mais, mas teve um acesso de tosse, e podia verem sua mão o sangue, ele estava muito mal.
      – Esperava que te deixasse morrendo na minha porta?
      – Que seja! Mas agora eu não tenho mais escolha.
      Se pôs de pé com dificuldade, com a manga do moletom limpou a boca e a mão, tirou um frasco do bolso e tomou umas pílulas verdes.
      – Você vem comigo! – foi o que afirmou, antes de me agarrar pelo braço.
      Eu tremia dos pés a cabeça, sem pensar, mordi com força a mão dele e lhe chutei, o que me fez ele afrouxar a mão do meu braço, soltei-me com um pouco de dificuldade e tentei entrar para dentro de casa, mas ele se pôs na minha frente.

História sem nome-san Capítulo 5


Capitulo 5

O garoto do capuz

     Já faziam mais de dois meses que Daniela havia tido aquela visão comigo, eu quase não estava mais levando fé naquilo, além do mais eu nunca estava sozinha, ainda mais agora que Cátia e Daniela haviam se tornado minhas amigas também, eu adorava elas!
     Havia acabado de escurecer, mas eu já estava com sono, estudar de manhã dava nisso, busquei fazer alguma coisa para distrair a cabeça, ver se eu despertava, pois sabia que se dormisse a uma hora daquela, com certeza não dormiria bem a noite. Enquanto buscava o que fazer ouvi um cachorro chorando muito alto, ficava com pena só de o escutar chorando, coloquei um casaco, pois o tempo dera uma virada e a noite ficava frio, e sai porta afora para ver o que se passava.
      Encontrei um cachorro rastejando pela rua, em sua pata havia um grande caco de vidro e por isso ele não conseguia andar direito. Olhei para os lados, a rua estava bem deserta e com alguma neblina, vez ou outra se viam carros passando, no céu, brilhava um lua cheia, e as árvores balançavam com o tempo. Sem pensar em nada, fui atravessar a rua, o cachorro estava do outro lado, um pouco acima da minha casa, mas antes que chegasse vi um garoto, que parecia ter surgido das sombras, usava um moletom e estava de touca. Na hora meu coração disparou! “O garoto que Daniela viu!” pensei.
      Meu corpo paralisou, e eu me odiei muito por isso, estava morrendo de medo, mas o garoto pareceu ignorar minha presença, sentou no chão ao lado do cachorro, pegou o animal no colo, e com gentileza tirou o pedaço de vidro que estava em sua pata, com um canivete – o que diabos o garoto fazia com um canivete no bolso!? – rasgou parte da camiseta azul sob o moletom e o enrolou na pata do animal, impedindo um fio de sangue que escorria pela perna do animal de prosseguir.
      Quando finalmente pareceu me ver, gelei novamente, ele olhou para mim de cima abaixo, mas não pude ver sua expressão pois o capuz ocultava seu rosto.
       – Eu moro longe – o garoto falava comigo como se não fosse uma estranha – não posso leva-lo para casa, você cuidaria dele? Amanhã eu recomendaria o levar ao veterinário se puder.
      Não respondi, ao reparar bastante no garoto vi que ele era alto, o que me fazia cada vez ter mais medo dele, meu coraçãa ia batendo cada vez mais forte, eu estava começando a ficar com medo, “Exatamente como na visão da Daniela” foi o que pensei sem querer, queria me convencer do contrário, mas havia algo em mim que se negava a deixar de sentir medo.
      – Entendo – disse ele pegando o cachorro nos braços, - então eu o levo – e começou a descer a rua, vindo em  minha direção.
      – N-n-não! – forcei-me a dizer aquelas palavras, como era tola! O garoto não tinha feito nada para mim, por que eu teria medo dele? Ele só havia cuidado do cachorro ora! – Eu posso, posso cuidar dele, eu... amanhã eu...
      O garoto me olhou como se eu fosse um alien, mas pela primeira vez, riu. Senti meu rosto corando, sabia que ele estava rindo de mim, do modo como o havia respondido, não devia fazer a mínima ideia do porque de eu estar daquele jeito, eu estava fazendo papel de boba.
     Ao chegar bem a minha frente, me entregou com cuidado o cachorro, que choramingou um pouco, mas logo parou, a esta hora já havia perdido o medo dele, afinal ele iria embora agora, não iriamos mas nos ver e fim. Pelo menos foi assim que imaginei o fim da história.
     O garoto se abaixou até alcançar meu ouvido, e como se me segredasse algo, disse:
      – Se eu fosse você continuaria com medo...
      Uma brisa bagunçou meus cabelos, e meu corpo já estava praticamente preparado para correr, “eu sabia, eu sabia, não devia ter confiado nele desde o inicio, não devia, agora eu, eu...”. Mas antes que pudesse completar meus pensamentos, me vi só na rua. Na mão ainda estava o cachorro, mas não havia mais vestígio do garoto, eu estava completamente sozinha. Me perguntava se aquilo não havia sido um sonho, uma ilusão, mas o pedaço de tecido de algodão azul amarrado a perda do animal em meus braços me provava que eu não tinha delirado, o que fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
      Como se estivesse a quilômetros de distancia vi minha irmã, brava vir em minha direção:
       – O que pensa que está fazendo!? Sozinha, a noite, na rua!? Está louca? Vamos, entre.
       Expliquei para minha irmã o cachorro, mas omiti a parte do garoto, não queria preocupa-la mais ainda, disse que o havia encontrado assim, e ponto! Afinal, minha irmã já cuidava de nós duas desde que nossos pais nos mandaram para estudar no Japão. Ela já fazia demais por mim.


12 de out de 2012

História sem nome-san Capítulo 4

Capítulo 4
Classmate


      Passada uma semana a banda da minha irmã foi ensaiar lá em casa, eles iam ser a banda de abertura em um show no dia seguinte. Eu ficava nervosa sempre que o pessoal ia ensaiar lá em casa, eu adorava os membros da banda, mas Hayato Yamato me deixava nervosa, ele era fofo e gentil, tinha cabelos curtos e pretos, sempre estava sorridente, tinha 17 anos, e olhos verdes, tocava bateria, ele era um exemplo de cavalheirismo, o que me fazia sentir atração por ele, apesar de eu ter quase certeza de que ele gostava da Jéssica.
     Os outros dois membros eram meninas, na guitarra estava a gentil Yumi Cross, e no baixo, a enérgica Carolina Lion. Os três eram os melhores amigos da minha irmã, estavam sempre juntos, o que fazia eu os ver muitas vezes, nos dávamos muito bem, apesar de eles também não serem comum, Carolina tinha cauda, orelhas e garras de gato - o que fazia ela sempre tocar de touca – pois era uma transformista incompleta. Enquanto Yumi era uma caçadora, o que caçava? As mais diversas criaturas, desde trolls, a vampiros, ou qualquer criatura das trevas, tinha grande habilidade com katanas.
      Quem ignorava – e eu o invejava por isso – o mundo místico era Hayato, ninguém nunca lhe contara a existência desse mundo, apenas disseram sobre os transformistas, já que tinham de explicar sobre as orelhas e caudas de Carolina. Ah! E só para constar, transformistas são aqueles com a capacidade de se transformarem em determinado animal, geralmente os transformistas só se transformam em um, mas há casos de transformistas com dois ou mais animais. O pai de Caroline era humano, a mãe era uma transformista, que “possuía” (era assim que eles chamavam os animais em que se transformavam) gato, ou seja, Carolina nasceu mestiça, e acabou pegando alguns traços de gato.
     Estava sentada assistindo TV quando ouvi a porta se abrindo, a principio eu pulei no sofá, me subiu um medo ao lembrar da visão da Daniela, mas ao reconhecer a voz de Hayato meus medos se apagaram.
      – Bem-vindos! Preparei lanches para quando terminarem de ensaiar! – disse contente comigo mesma, e pude sentir meu rosto corar ao perceber que somente Hayato estava lá.
      – As meninas chegam daqui a pouco – disse ele despreocupado, sorrindo e passando a mão no meu cabelo – sem ofensas, mas meninas são bem enroladas! – brincou – Obrigada por ter preparado os lanches, posso pegar um?
      – P-pode! – disse sorrindo feito uma idiota, nossa, eu estava me odiando muito naquele momento!
      – Valeu Flavinha!
      Depois de um tempo ouvi a porta novamente, e pude ouvir as meninas conversando.
      – Olá Flávia-chan! Nossa está muito calor! Acho que vou derreter! – me cumprimentou Yumi.
      – Oi! Vai amanhã nos assistir né? Estou tão empolgada! – disse alegre Carolina
      – Olá! – cumprimentei toda contente, adorava quando podia vê-los ensaiar – Com certeza, muito calor! E sim, eu vou ao show Onigiri-san! – ah! Só pra constar (de novo?) Onigiri era o apelido da Carolina, e é o nome de um bolinho de arroz no Japão.
      Fomos para os quartinhos dos fundos, onde eles sempre ensaiavam, amava vê-los tocando, e a voz da minha irmã era realmente muito boa! Nos ensaios, muitas vezes, eles não tocavam somente musicas do Evanescence, mas sim a deles próprias e de algumas banda como Three Days Grace e 30 Seconds to Mars.
     No fim, eles comera os lanches que tinha feito e ficamos o resto da tarde conversando, Hayato estava do meu lado no sofá, e eu ficava que nem uma boba, ria de tudo que ele falava, mas não conseguia controlar. Conversei bastante com as meninas também, Carolina estava atolada de lição de casa, enquanto Yumi e Hayato (que estavam na mesma turma) ainda não tinham decidido como fariam o trabalho deles. Me sentia meio desfocada na maioria das vezes, afinal eu era a mais nova, mas sempre que percebiam tentavam me incluir na conversa, eles eram demais!
    A banda se chamava Classmate (do inglês, colega de classe), pois começara por Hayato e Yume estudarem na mesma classe. Bem isso devia ter vindo como uma nota de rodapé, ou devia ter dito isso maios acima né? Bem, no fim, eu não sou boa nisso!

Eu amei essa imagem *w* 

História Sem nome-san Capítulo 3


Capítulo 3

Irmã de coração

      Foi um alivio chegar em casa e me esparramar no sofá, minha irmã logo apareceu a porta da cozinha com um pote de brigadeiro. Jessica Leto era o nome da minha irmã mais velha, tinha 18 anos, era bem legal e animada, adorávamos passar a madrugada assistindo animes juntas, ela tinha uma banda cover do Evanescence em que era a guitarrista e vocalista, e gostava muito da Amy Lee, ás vezes brigávamos, mas geralmente nos dávamos bem, ela era alta, e loira, seus cabelos eram bem ondulados e tinha olhos escuros, meio cinzas, ao contrário de mim, que tinha os cabelos castanhos claro e bem lisos, e era bem baixinha, apesar de meus olhos terem o mesmo tom acinzentado que os dela. Mas nossas diferenças eram justificáveis pelo fato de eu ser adotada, nunca conheci meus verdadeiros pais, mas isso não importava, eu amava a minha família como se fossem do meu sangue.
      Morava no Japão, sozinha com a minha irmã, nossos pais moravam em Portugal, eles haviam nascido lá, assim como minha irmã, mas eu era brasileira, só sabia disso.
      Era como se ela tivesse um sexto sentido e sempre soubesse quando estava mal, e soubesse exatamente o que fazer, sentou-se na beirada do sofá e me entregou uma colher.
       – Só porque está com cara de morte, hoje te deixo escolher o anime que vamos assistir! Que se passa? – perguntou ela, se sentando no espaço que havia dado ao levantar para escolher o anime.
       – Tem uma oráculo na minha escola que teve uma visão sobre mim... – e contei a minha irmã o que sabia sobre tudo.
     – Que coisa horrível! – disse minha irmã parecendo preocupada – tu não sai mais a noite sem companhia viu!?
      – Ok, na verdade não pretendi sair mesmo! – afirmei aliviada pela minha irmã estar lá, me sentia tão protegida perto dela que chegava a ser engraçado. Tinha amigas incríveis e fortes, mas me sentia mais protegida perto da minha irmã que não tinha nenhum tipo de poder, ou grandes habilidades em luta. – Pronto! Aqui está, comprei está semana parece que é bom! – disse-me referindo ao anime.
      – Qual é? – perguntou minha irmã curiosa.
      – Soul Eater, tem 50 episódios, acho que em duas semana conseguimos terminar!
      Ficamos então assistindo e comendo brigadeiro, chocolate era o melhor remédio para tudo, era realmente bom o anime, e muito engraçado, quando deu dez horas da noite minha irmã anunciou que tinha de dormir, pois tinha ensaio da banda cedo no dia seguinte. Fiquei um pouco triste, mas também fui me deitar, mesmo sabendo que não conseguiria dormir.
      Como previra estava olhando para o teto, minha janela estava aberta, mas pensava em fecha-la logo, logo, alguém podia entrar por ela, virei-me para não encarar a janela, me dava calafrios só de pensar em alguém adentrando meu quarto, quando ouvi um barulho me virei. Quase gritei ao ver alguém sentada na beirada da minha cama, algumas poucas lágrimas percorreram meu rosto, antes de eu reconhecer e abraçar um das minhas melhores amigas!
      – Mel-senpai! Quer me matar do coração?! Está louca?! Eu-eu... – não tinha mais palavras a dizer, estava feliz por não estar mais sozinha, e por ser a Mel estando em minha companhia, mas ela havia me assustado muito!
       – Eu sabia! – disse Mel rindo – Você quase chorou! – apesar da brincadeira ela parecia gentil – Mas depois de hoje é aceitável, acho que estaria assim também. Mas bem, eu sabia que não ia conseguir dormir hoje, e o negócio do meu pai anda a me perturbar, minha mãe ainda nega que meu pai tenha sido um anjo, diz que eu estou louca! Mas espere até eu lhe mostrar minhas asas! Quero ver o que ela vai ter a falar! Andei praticando, voar é tão bom! – disse ela contente – Mas bem, voltando ao assunto, como sabia que ambas não iriam dormir, resolvi vir te fazer companhia!
      – É incrível como me conheces! – afirmei, e era verdade, Mel parecia me conhecer quase melhor que eu mesma! –Mas, como chegou até aqui? Sua casa é longe!
      Mel ergueu as sobrancelhas, suas costas se remexeram e ela deu um leve sorriso.
      – Atá! – disse dando um leve tapa na testa – Como não fui pensar nisso?! Você voa! – disse sorrindo.
      Passamos então o resto da noite conversando, coloquei um colchão no chão, para que a Mel pelo menos pudesse ficar deitada. E antes de amanhecer, Mel partiu para poder se arrumar para a escola.


História sem nome-san Capítulo 2

Oiie
Tudo bom?
Someone wanna hate people with me? *-*

Capítulo 2
Oráculos


         Cheguei na escola com a Nina, como quase sempre fazia, ela parecia ter ficado bem amiga das novas gêmeas que haviam entrado em sua sala, e assim que chegamos ela foi falar com elas. Olhar para a Daniela me incomodava, a imagem dela olhando fixamente para mim, com os olhos vidrados e escarlates me assustava um pouco, então resolvi ir conversar com a Mel.
         – Mel-senpai! – sorri indo em direção a ela – Como está? Descobriu algo de novo?
         – Olá! Não, não descobri nada – apesar do sorriso no rosto, percebi uma pontada de decepção na voz da Mel ao afirmar não ter descoberto nada – e você? Parece um tanto pálida.
         – Uma garota nova me assusta, ontem ela ficou olhando para mim com os olhos vidrados e escarlates, parecia hipnotizada, de um jeito sinistro! – afirmei.
         Mel pareceu pensativa por alguns instantes, mas por fim, balançou a cabeça de forma negativa:
         – Não sei o que pode ser – disse.
         – Olá Flávia-chan! Olá Mel! – cumprimentou Okami, não estava alegre e meiga como sempre, parecia um pouco mais pensativa e distante.
         – Olá! – Eu e Mel cumprimentamos de volta juntas.
         – Que houve? Está pálida! – comentou Okami olhando para mim.
         Expliquei para ela o que vi ontem, mas ao contrário da Mel que pareceu pensativa, para Okami parecia claro, quase óbvio, o que se passava, na hora ela me segurou pelo pulso me levando até a tal Daniela, Mel preocupada nos acompanhou, ao chegarmos, Okami sussurrou alguma coisa inaudível, e se dirigindo a Daniela, disse:
         – O que viu?!
         A garota de 16 anos, que tinha os cabelos bem ondulados e loiros, os olhos castanho escuro, ergueu as sobrancelhas, visivelmente surpresa pelo abortamento, ela era alta, e parecia gentil, quer dizer, para mim ela parecia assustadora, mas não tinha cara de má.
         Todas olhavam de Okami para Daniela, até que esta resolveu responder:
          – Não foi minha intenção ver nada, eu não tenho controle sobre os meus poderes, desculpe.
          – Não foi nada. Quero dizer, desculpe também, acho que fui meio grossa, mas fiquei preocupada. Por tudo que há de mais sagrado, não me diga que é um oráculo dos shinigamis! – disse Okami parecendo preocupada.
         – Peraí! Alguém me explica o que está acontecendo?! Afinal, seja lá o que esteja acontecendo é relacionado a mim! – disse em voz alta para me fazer ouvir, estava confusa.
         – Somos oráculos, aqueles que podem ver o futuro, minha irmã é o que chamam de oráculo pessoal, aquele que vê o futuro da pessoa em que toca, os oráculos com esses poderes geralmente podem controlar o quanto vêm e de quem vêm, mas minha irmã não tem controle sobre seu poder, ás vezes acontece. Eu sou uma oráculo “de onde”, oráculos “de onde” vêm o futuro dos lugares em quer tocam, tendo a exatidão da data, enquanto os oráculos pessoais não sabem quando pode acontecer. Existem outros tipos de oráculos, mas o mais famoso é o oráculo que dizem ser dos shinigamis, os oráculos dos shinigamis só conseguem ver o futuro da pessoa quando ela está perto de morrer, e a única coisa que vêm é a morte da pessoa. – explicou Cátia com um sorriso gentil no rosto – ontem levei minha irmã, pois pensei que desconhecessem o mundo místico, desculpe ter sido rude.
        – T-t-tudo bem – disse, envergonhada pelo modo gentil de Cátia.
        – Mas por fim, o que viu Dani? – perguntou Nina.
        – Bem, -começou Daniela – foi uma visão confusa e um pouco demorada, mas acho que vai ser breve que acontecerá, mas como Cátia disse, que não consigo saber a data certa. Foi bem confusa pois eu estava como se fosse a Flávia-san, eu estava correndo muito, estava de noite e muito frio, de vez em quando eu olhava para trás e via um rapaz alto a me seguir, mas ela estava de moletom e com a touca na cabeça então não conseguia ver quem era, eu estava muito assustada e respirava rápido. Não consigo me lembrar do que aconteceu depois, mas eu sei que estava dentro de uma floresta e o rapaz me puxou pelo braço, como se fosse me abraçar e parecia que ia me levar dali, quando alguém se intrometeu lançando uma flecha nele, que para se defender da flecha teve que me soltar. Eu cai em mim depois disso, não sei de mais nada...
        Meu coração batia forte, ouvi Okami dizendo algo sobre eu estar muito pálida, estava perdida em meus pensamentos, até ouvir o sinal soar, dizendo que estava na hora da entrada.
         O dia pareceu passar muito devagar, Okami foi gentil, disse que futuro é incerto e que poderia mudar, Mel falou que sempre estaria por perto, que eu não deveria temer, Nina me ajudou a esquecer um pouco dessa história conversando sobre animes, o que eu gostava muito, Daniela explicou que a visão estava muito confusa e que ela podia ter se enganado, enquanto Cátia lembrou-me de que alguém havia aparecido para me salvar. Todas estavam sendo legais comigo e tentando me acalmar, mas no final, eu ainda estava morrendo de medo!





8 de out de 2012

Agenda, Vídeos


 
    Puts eu sou tão desorganizada x.x, eu gosto de escrever, eu começo a escrever, eu paro de escrever, eu tenho tempo para escrever, mas eu tenho preguiça! Mas a partir de agora eu vou passar a escrever!!! ò.ó ou... vou tentar... por isso vou colocar aqui minha "agenda virtual" a cada dia da semana vou me concentrar em uma história, tenho que pelo menos escrever um capítulo por dia!!! ò.ó
    Vamos lá:
     Seg.: The Chase (aqui)
     Ter.: História Sem nome-san
     Quar.: Rainha dos Mortos
     Quin.: VampirexHunter (aqui)
     Sext.: Fanfic Naruto
     Sab.: Fanfic Fairy Tail

Domingo eu vou relaxar sem na para escrever xD (até provavelmente eu pensar em outra história x.x) então amanhã mesmo eu vou escrever um capítulo da "História sem nome-san" e posto outro capítulo por aqui >.o!!!
   E pra não ficar uma postagem sem conteúdo, vou colocar alguns vídeos que curto aqui:

BoB - Desce a Letra
Corruptáfio - Marcos Castro
Geração Coca-Cola - Legião Urbana

 

3 de out de 2012

Amor e História Sem nome-san capítulo 1

    Oiie, tudo bom?
    Nossa eu ando me deparando com tanta gente que fica falando eu te amo, sabem o que eu amo? Dormir u-u!!! Meu pai eu não amo ninguém!! E as pessoas que eu mais amo, não fico falando o tempo todo eu te amo, eu te amo, eu te amo!, o que demonstra o amor não são palavras e sim ações u-u (vish, então eu não ninguém mesmo e~e) uahsu. Tá, mas todo mundo já tá cansado de saber disso, então vamos a postagem...

 

    Capitulo 1

Minhas melhores amigas!

      Estavamos em um penhasco, eu nem queria olhar, morria de medo de altura, mas ela, ela parecia muito feliz, o vento batia em seus cabelos e ela ia cada vez mais para a beira, sem medo de cair, sem medo de ser feliz, os braços estendidos contra o vento, em suas costas algo se mexia, inquieto.
      Me concentrei em olhar para ela, meu coração apertando a cada passo que ela dava, quando ela caiu! Meu coração pulou a mil, eu corri para a beira do penhasco, mas quando olhei, só pude ver ela subindo, mas não estava igual, em suas costas haviam longas e lindas asas, ela realmente parecia um anjo! Não era a toa que era filha de um, ela quase brilhava lá em cima, enquanto sorria e brincava com seu novo par de asas, ia para lá, para cá, sem um verdadeiro rumo, na hora eu fiquei irritada pelo susto que ela me deu, mas depois, a alegria dela me contagiou.
      Olhei em meu celular, 06h47a.m, meu Deus! A gente ia se atrasar!
      – Heeei! Desce logo! Ou vou para escola sem você!
      Mel Houkiboshi, tinha 17 anos, uma das minhas melhores amigas, escritora, meio antissocial, tinha cabelos compridos e castanhos escuro, era alta, normal para qualquer um, mas eu sabia que ela tinha algo de especial. Ela era filha de um anjo! Nefilim como chamam, ok, eu sei que Nefilim são usados para anjos caídos, mas também eram válidos para filhos de anjos, o que diziam ser um pecado, os Nefilins eram conhecidos como criaturas das trevas e malignas, mas minha senpai não tinha nada de maligna!
      Na verdade, nenhum dos meus amigos eram, exatamente, normais.
      Ao chegarmos á escola, Mel pediu para ficar um pouco sozinha, eu bem a compreendia, devia ser difícil para ela, sua mãe dissera que seu pai morrera antes dela nascer, e agora ela havia descoberto que era filha de um anjo! Queria achar seu pai, mas não sabia por onde começar. Enquanto isso fui perdida em meus pensamentos até o pátio da escola e descobri que minha primeira aula seria vaga.
      – Flávia-chan!
      Meus pensamentos foram quebrados pela voz doce da Okami, ela era outra das minhas melhores amigas, e também a minha mais antiga, Okami Sawada tinha minha idade, 15 anos, era um pouco mais baixa que eu, tinha cabelos compridos castanho louro, que geralmente estava preso com duas “maria-chiquinha” baixas, fazendo ela ter um certo ar de criança, mas ela ficava muito fofa, outra amiga minha que não era exatamente comum, além de ter dois lobos (enormes) de estimação, ela já tinha no mínimo cinco medalhas de ouro, em campeonatos de artes marciais, e já era considerada a mais jovem e melhor lutadora do Japão e do Brasil! Além de fatos que ninguém nunca vai saber, sobre ter vencido vários trolls que tentaram invadir nossa cidade a uns anos atrás, sim, Okami era muito forte. Ela era da minha sala, então também tinha aula vaga.
       – Flávia-chan! – chamou Okami, balançando a mão em frente ao meu rosto, - Terra chamando! – parei meus pensamentos e voltei a olhar para Okami – Tá tudo bem?
        – Sim – respondi – é que hoje a senpai conseguiu soltar suas asas, é tudo tão confuso para mim ainda.
        – Ah! Que bom! – exclamou Okami-chan – Deve ser tão bom voar, mas não acho que seja só isso que a esteja preocupando, houve alguma coisa?
        – Bem, é bobagem minha, ando com um mal pressentimento, nada demais. Ás vezes sinto que estou sendo observada, mas esquece – disse meio desconfortável, falar sobre isso me dava arrepios, mas eu sentia como se alguém estivesse me observando ás vezes.
        – Uma coisa que eu aprendi com o meu pai, é que sensações nunca devem ser ignoradas. – ela falou de um jeito estranho, meio frio, mas eu senti que havia algo mais naquela frase.
        – Ei meninas! Que estão fazendo ai? – disse Nina colocando os braços por sobre meus ombros.
       Para fechar, outra das minhas melhores amigas, Nina Sky, tinha 16 anos, era amável, mas mudava facilmente de humor, tinha cabelos bem pretos e olhos verdes escuro, era uma aprendiz de magia, uma feiticeira, e sempre voltávamos para casa juntas por morarmos perto. Era um doce de pessoa, estava quase sempre animada.
       – Não era para estar em aula Nina-chan? – perguntei desconfiada.
       – Entraram duas meninas novas na minha sala, e tive de ir a diretoria para pegar uns papéis para os professores assinarem. Elas são bem legais, são gêmeas, mas não se parecem nem um pouco, apesar de eu sentir algo esquisito nelas. – disse Nina pensativa.
       – Como assim esquisito? – perguntou Okami.
       – Bem, sinto uma presença mística nelas, devem ser ligadas ao outro mundo, como nós.
       – É né, como vocês porque eu não sei fazer nada de bom! – exclamei triste comigo mesma, ao mesmo tempo era estranho saber da existência do outro mundo, do mundo místico, mas também era ruim ter amigas com dons incríveis e eu não conseguir chutar uma bola em educação física.
       Ficamos conversando por um tempo, até que Nina foi embora. O resto do dia correu normalmente, tivemos todas as outras aulas, infelizmente.
       Na hora da saída, sem que visse deixei cair um de meus livros no chão, senti alguém tocar meu ombro e ao me virar havia uma garota a me entregar o livro.
        – Flávia-chan, essa é a Daniela Parker, e a outra é sua irmã, Cátia Parker. Daniela, Cátia, essa é minha amiga Flávia Leto.
        Cátia sorriu e puxou apressada a irmã, mas Daniela tinha os olhos fixos, escarlate, parecia estar em outra dimensão, aquilo me preocupou, mas decidi seguir meu caminho.